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Aumento da violência doméstica em Guarapuava reforça importância da atuação da Procuradoria da Mulher

por Imprensa publicado 29/05/2026 18h55, última modificação 29/05/2026 18h55
Dados apontam aumento expressivo nos casos em período de frio e ressaltam a importância da denúncia e da rede de proteção às mulheres
Aumento da violência doméstica em Guarapuava reforça importância da atuação da Procuradoria da Mulher

Foto: Banco de imagem.

Os casos de violência doméstica em Guarapuava vêm apresentando crescimento preocupante nos últimos anos, especialmente durante períodos de temperaturas mais baixas. Dados levantados pelas forças de segurança mostram que, enquanto o frio reduz ocorrências nas ruas, o ambiente doméstico se torna ainda mais vulnerável para muitas mulheres.


Em 2024, o município registrou 653 ocorrências de violência doméstica, já em 2025, esse número praticamente dobrou, chegando a 1.227 casos. “Essa explosão de dados reflete um desafio crescente para as forças de segurança, que viram a demanda por proteção à mulher quase duplicar em apenas 12 meses”, relatou a aspirante da PM, Keitty Patrine Kulka Dias, da Patrulha Maria da Penha. Nos primeiros meses de 2026, os registros continuam elevados, demonstrando que o cenário exige atenção constante das autoridades e da rede de proteção.


A análise dos dados também aponta um comportamento sazonal das ocorrências. Durante o inverno, há uma redução significativa na circulação de pessoas, aumentando o tempo de convivência entre vítimas e agressores dentro de casa. Somente em agosto de 2025, um dos meses mais frios do ano, foram registrados 89 casos de violência doméstica em Guarapuava.


Segundo a aspirante Keitty, policial responsável pelo levantamento, o frio altera diretamente a dinâmica das ocorrências. “A suspeita é de que o isolamento doméstico force um convívio maior entre agressor e vítima, enquanto as ruas ficam mais silenciosas, os conflitos dentro de casa acabam se intensificando”, explica.


Outro dado que chama a atenção é a mudança no perfil das denúncias. Em 2024, a maioria dos registros estava relacionada à lesão corporal. Já em 2025, os casos de ameaça passaram a liderar as estatísticas. A tendência segue em 2026, indicando que mais mulheres estão buscando ajuda logo nos primeiros sinais de violência, antes que as agressões evoluam para situações físicas mais graves.

Gráfico

Os bairros Industrial, Morro Alto e Boqueirão aparecem entre os locais com maior número de registros em 2026, reforçando a necessidade de ações preventivas e fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.


Rede de apoio e conscientização fortalecem o combate à violência


Além da atuação das forças de segurança, iniciativas de orientação e acolhimento têm buscado ampliar o acesso das mulheres à informação e aos canais de apoio. A Procuradoria da Mulher da Câmara de Guarapuava vem realizando ações em colégios e demais espaços para conscientizar a população sobre violência doméstica, direitos das mulheres e mecanismos de proteção.


A vereadora Profº Bia (PV), Procuradora da Mulher, reforçou que pelo órgão do Legislativo as mulheres se sentem mais seguras para denunciar pois sabem que existe uma rede de proteção preparada para proteger as vítimas. “Hoje nós temos, inclusive, cursos para que essas mulheres consigam ter independência financeira. Também existe uma rede de apoio dentro do CREAS, para caso ela não tenha como se manter com os filhos, eles têm direito a um aluguel social, elas têm onde ficar alojada. Aumentou o número de denúncias porque elas se encorajaram e viram que tem possibilidade de sair e buscar ajuda", comentou a procuradora. 


Entre as iniciativas desenvolvidas pela Procuradoria está a produção do Guia dos Direitos da Mulher Guarapuavana, material que reúne informações sobre leis de proteção e direitos garantidos às mulheres. A Procuradoria da Mulher também vêm realizando palestras em escolas, eventos públicos e igrejas, informando, trazendo dados e orientando a comunidade, com o objetivo de combater a violência doméstica e divulgar os canais de denúncia e de redes de proteção. 


A procuradora da mulher reforça a importância de conhecer seus direitos e de mulheres ajudarem umas às outras. "Se você sabe de um caso de situação de violência doméstica, você não pode se omitir”. Ela ainda reforça que nunca se deve julgar uma vítima, e sim auxiliar encaminhando para rede de proteção. “É assim que as mulheres vão se libertar”, finaliza Profª Bia.  


Mulheres em situação de risco podem procurar a Procuradoria da Mulher pelo WhatsApp (42) 3630-3843, a Polícia Militar pelo telefone 190, a Polícia Civil pelo 197, a Central de Atendimento à Mulher pelo 180, além da Delegacia da Mulher, no endereço  R. Guaíra, 4284 - Batel, ou através do telefone (42) 3303-3700.


O Poder Legislativo reconhece que a informação, conscientização e o fortalecimento da rede de proteção estão entre as principais ferramentas no combate à violência doméstica. Por isso, a Câmara de Guarapuava segue desenvolvendo e apoiando iniciativas voltadas à prevenção e ao enfrentamento desse tipo de violência.


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