Câmara terá oficialmente Bancada Feminina

por Cristina Imprensa publicado 28/06/2022 14h15, última modificação 28/06/2022 14h15
Objetivo é instituir a Bancada Feminina regimentalmente e reafirmar a importância do papel político das mulheres de forma efetiva no Poder Legislativo do município de Guarapuava

Foi aprovado na sessão desta segunda-feira, 27 de junho, o projeto de resolução que cria oficialmente a Bancada Feminina no Poder Legislativo Municipal. A proposição inclui no Regimento Interno que “a representação feminina com assento na Câmara Municipal de Guarapuava formará a Bancada Feminina, constituída de forma suprapartidária, integrada por todas as parlamentares”. E, ainda, “a liderança da Bancada Feminina exercerá as prerrogativas que o Regimento Interno assegura aos demais líderes”.

O projeto é de autoria das quatro Vereadoras: Professora Terezinha, Cris Wainer, Professora Bia e Bruna Spitzner, foi aprovado em votação única por unanimidade e tem por objetivo, além de instituir a Bancada Feminina regimentalmente, reafirmar a importância do papel político das mulheres de forma efetiva no Poder Legislativo do município de Guarapuava.

“É um passo importante para dar voz às mulheres no Parlamento. Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa a 122º posição no ranking de porcentagem de mulheres no Parlamento e em Ministérios, num universo de 156 nações observadas. No dia 24 de fevereiro deste ano comemoramos 90 anos do direito ao voto feminino, embora nosso país tenha mais de 500 anos. O direito de participação política das mulheres é ainda recente e foi cerceado por mais de 400 anos. Ainda há muito que se fazer para garantir que as mulheres estejam efetivamente ocupando os espaços políticos”, mencionam na justificativa.

A atual legislatura da Câmara de Guarapuava é a que registra o maior número de mulheres ocupando cargos eletivos, com uma composição de 4 mulheres e 17 homens.

O projeto foi apresentado no mês de março para que, “simbolicamente, constitua-se num marco histórico neste Poder Legislativo, atualizando a legislação regimental e reconhecendo formalmente o papel das mulheres na política”.

O projeto deve ainda ser promulgado pelo Presidente do Legislativo.

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