Câmara oficializa programa de educação política para crianças e jovens de Guarapuava
A Câmara de Guarapuava aprovou, na sessão ordinária da última segunda-feira (09/03), o Projeto de Resolução (L) 27/2025. A proposta cria e oficializa o programa institucional de educação política e cidadania intitulado "Pequeno Cidadão, Grande Guarapuava", voltado à formação cívica e ao fortalecimento do vínculo entre o Poder Legislativo e a comunidade escolar.
O projeto, subscrito pelos vereadores Pedro Moraes (MDB), Rita Felchak (MDB) e Professora Bia (PV), propõe uma abordagem lúdica e crítica sobre o papel do vereador e o funcionamento da democracia.
Em 2025, a Câmara de Guarapuava realizou a edição piloto do projeto, reunindo 260 alunos da rede municipal de ensino em seu plenário para uma tarde lúdica, abordando sobre a importância e o papel dos três poderes em Guarapuava, além de contação de histórias e o contato direto com os vereadores presentes.
Trilhas pedagógicas e formação cidadã nas escolas
O programa é destinado a estudantes de instituições de ensino públicas e privadas de Guarapuava. As atividades serão organizadas em três eixos principais, denominados trilhas pedagógicas, adaptadas para cada faixa etária:
-
Trilha Pequeno Cidadão: Focada em alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental, com metodologia lúdica sobre convivência e símbolos municipais.
-
Trilha Cidadania em Ação: Voltada para o 6º ao 9º ano, incentivando o protagonismo juvenil na identificação de problemas locais.
-
Trilha Juventude Cidadã: Direcionada ao Ensino Médio, com foco em democracia, direitos, deveres e participação social.
As ações ocorrerão em ciclos semestrais, incluindo visitas guiadas à sede da Câmara (Eixo Escola na Câmara) e oficinas realizadas por servidores ou vereadores diretamente nas unidades escolares (Eixo Câmara na Escola).
Princípios de gratuidade e pluralismo político
A Resolução (L) 27/2025 estabelece que o programa terá caráter permanente, gratuito e sem qualquer vínculo político-partidário. Entre os princípios norteadores estão a acessibilidade universal, garantindo a participação de estudantes com deficiência, e a responsabilidade digital.
Para a operacionalização, a Câmara poderá celebrar termos de cooperação com a Secretaria Municipal de Educação, o Núcleo Regional de Educação e instituições de ensino superior. A participação das escolas é voluntária e requer adesão formal e autorização dos pais ou responsáveis.









